Cooperação Internacional

Oportunidades de financiamento

Além dos financiamentos nacionais e internacionais que o CNIC já recorre para a realização das investigações, foram mapeadas, ainda, outras oportunidades identificadas no mercado. No que tange às organizações públicas, o Conselho da União Europeia (UE) adoptou uma decisão, em outubro de 2023, sobre a assinatura do Acordo de Facilitação de Investimentos Sustentáveis (SIFA) entre a UE e Angola. Este acordo visa simplificar a atracção e expansão de investimentos, ao integrar compromissos ambientais e direitos trabalhistas. Esse instrumento permitirá que Angola diversifique a sua economia e melhore o clima de investimento. As iniciativas incluem o desenvolvimento de cadeias de valor na agricultura, apoio à integração comercial de Angola com a UE, esforços ambientais e suporte às energias renováveis. Nesse sentido, o financiamento da instituição é voltado para três objectivos: diversificação econômica sustentável; governança transparente, responsável e eficaz; e desenvolvimento humano, pautado na melhoria do acesso, da qualidade e da relevância do ensino técnico-profissional e do ensino superior.

Além disso, a instituição Bill e Melinda Gates vem a realizar investimentos em investigação científica no país e no continente, substancialmente na área da saúde, para desenvolvimento de vacinas e erradicação de doenças. Além disso, a The World Academy of Science (TWAS) é uma academia pioneira com foco na excelência científica dos países em desenvolvimento. As bolsas de investigação da TWAS financiam diversos programas que apoiam investigadores, ao permitir que adquiram equipamentos especializados e suprimentos consumíveis, e apoiam estudantes de Mestrado em Ciências. No presente momento, o Banco Mundial financia 14 projectos em curso em Angola, sendo que a sua estratégia de investimento no país é regida por dois pilares. O Pilar I que busca apoiar a diversificação da economia nacional, ao revitalizar as economias rurais para promover maior competitividade e emprego, com ênfase na economia não petrolífera e na reabilitação de linhas de negócio tradicionais.

O Pilar II concentra-se na melhoria da qualidade dos serviços e na institucionalização de um programa robusto de proteção social para aprimorar a qualidade de vida da população e capacitá-la para desempenhar um papel mais significativo no desenvolvimento do país. Por sua vez, o Banco Africano de Desenvolvimento, desde 1983, aprovou 53 empréstimos para Angola, totalizando 2,95 bilhões de dólares, abrangendo setores como agricultura, pescas, energia, água e saneamento, transportes, finanças, governação, desenvolvimento do setor privado e meio ambiente. A classificação de Angola como País de Rendimento Médio (MIC) desde 2013 possibilitou um aumento considerável da carteira do Banco para o país, ao atingir 1,2 bilhões de dólares em dezembro de 2021. Por fim, a Southern African Science Service Centre for Climate Change and Adaptive Land Management (SASSCAL) lança portfólios de investigação no qual é possível candidatar projectos de investigação para receber financiamento. As áreas prioritárias de investigação são: mudança climática, segurança alimentar, segurança hídrica, florestas sustentáveis e conservação da biodiversidade.

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